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Qual a melhor abordagem para mim?


 
A psicologia se propõe a estudar o ser humano em sua integralidade, considerando fatores biológicos (do corpo), psicológicos (o que é produzido por cada um/a) e sociais (relações e afetações com o mundo e com outras pessoas). No início isso era genericamente feito pela filosofia, mas ao longo do tempo os estudos dos processos humanos ganharam robustez o suficiente para ser uma ciência única: a psicologia.

Com o passar do tempo, várias abordagens foram sendo criadas e desenvolvidas com algumas diferenças entre si, mas, arrisco dizer que com muitas semelhanças também. Algumas dessas abordagens focam em metodologias que tentam se aproximar de métodos das ciências naturais, outras derivaram mais diretamente de estudos filosóficos, têm também as que andam bem pertinho da medicina e das pesquisas neurais, e ainda tem aquelas que usam mitos, simbologias e fenômenos culturais como referência.

O que difere principalmente entre elas é a linha de pensamento que o profissional seguirá no tratamento, o que lhe chamará mais atenção no discurso e como apontará as perspectivas que propõe. No final das contas, isso é mais relevante para o terapeuta do que para o/a paciente.

O que é mais importante para o/a paciente é a relação que se cria com o(a) terapeuta. Há confiança nessa relação? O ambiente criado pelo profissional te cabe? Sente-se cuidada(o) nesse espaço?

Por isso se fala tanto no vínculo terapêutico. É um conceito presente em (quase) todas as abordagens e indica o quanto o paciente sente-se encorajado de expor o que lhe é mais precioso, seguro para conhecer suas vulnerabilidades e acolhido quando o sofrimento transborda.

Mas uma coisa precisa ser lembrada: nenhum vínculo profundo é construído do dia para a noite, leva-se algum tempo para isso. É preciso ser paciente e ao mesmo tempo estar atenta(o) com a relação que se cria, inclusive colocando-a em pauta caso haja vontade / necessidade.

O processo terapêutico diz respeito às intimidades e faz surgir muitas coisas, algumas delas agradáveis, outras nem tanto. Ser acompanhada(o) por um(a) profissional que seja ético(a) e confiável é mais relevante em relação aos resultados que podem surgir do que a abordagem que essa pessoa segue.


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