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Como eu sei se vou me beneficiar de uma psicoterapia?


 
Para começarmos a conversa: o que te trouxe até esse blog, esse site?
Se está aqui, provavelmente já se questionou se a psicologia poderia lhe ser útil e já pode ter tido vontade de pedir ajuda sobre alguma coisa que tem passado, pensado ou sentido.

Apesar da saúde mental ser um tema em alta em alguns meios e o debate estar em expansão, ainda existe muita gente que não sabe para quê serve a psicologia, e para além disso, existe muita gente que acredita que o cuidado psicológico só é válido para quem “é louco”.

Deixando o tema da loucura para outro momento, é compreensível que procurar ajuda de um desconhecido possa ser assustador, ou até mesmo parecer esquisito. A diferença entre a ajuda de um profissional e um amigo é a intenção e o alcance de cada uma. Mesmo com toda a boa vontade de um amigo, ele se implicará na opinião que oferecer, deixará presente nos conselhos seus valores e suas limitações. Já uma psicóloga, por outro lado, implicará o conhecimento científico que tem sem misturar seus valores pessoais e opiniões no processo, fará uso de técnicas específicas estudadas, atualizadas e desenvolvidas para trazer à luz a verdadeira compreensão que o paciente tem de si mesmo, otimizando os resultados do processo terapêutico.

Uma psicóloga está preparada para dar contenção ao que aparecer no meio do caminho, tendo compromisso ético e sendo respaldada inclusive por instituições de regulamentação profissional. Instituições essas que asseguram inclusive a/o paciente, caso alguma atitude irresponsável e anti-ética seja tomada pela profissional.

Dito isso, proponho aqui uma reflexão, com duas perguntas:

- Sua história é única, ou ela é idêntica a de várias outras pessoas?
- Você tem desejos, angústias e sonhos?

Caso sua história seja idêntica à outras, talvez você encontre respostas em algum livro de autoajuda. Se ela for única, ter a oportunidade de ser escutada(o) por alguém com qualificação para isso é interessante e traz melhores resultados.

Caso os sentimentos nomeados na segunda pergunta não lhe pertençam, provavelmente não há disposição para o trabalho a ser realizado. Mas, caso eles lhe sejam presentes, um amparo profissional pode ajudar a dar contorno às experiências vividas, promovendo cuidado e melhores perspectivas de qualidade de vida.

Então, podem se beneficiar de um processo terapêutico as pessoas com as mais diversas histórias e intenções:

- aquelas que buscam autoconhecimento e desenvolvimento pessoal;

- quem passa por sofrimento significativo (relacionado ou não com um evento específico);

- que passam por um momento de grande impacto (por exemplo uma gestação/puerpério, luto ou separação);

- quem luta contra compulsões;

- quem possua questões relacionadas à sexualidade e/ou gênero;

- aquelas que buscam lidar de outra forma com as relações (sejam elas amorosas, familiares, profissionais ou de amizade);

- quem carrega vivências de preconceito e discriminação;

- as que passam por problemas de adaptação;

- as que lidam com memórias dolorosas;

- desejam desenvolver habilidades sociais;

- pessoas que vem percebendo ideações suicidas...

Entre uma infinidades de outras motivações.

Ou seja, não é um requisito para procurar ajuda psicológica que haja um transtorno mental diagnosticado. Mas, se houver, o cuidado especializado é de grande importância também.

Independente do contexto e das motivações, o mais necessário para aproveitar bem um processo terapêutico é a disposição em vivê-lo e desejar melhorar suas condições de vida.



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